ROBERTO PINHEIRO ACRUCHE PROCLAMADO INTELECTUAL DO ANO DE 2014.

ROBERTO PINHEIRO ACRUCHE PROCLAMADO INTELECTUAL DO ANO DE 2014.

CHUTOU FORTE A GORDUCHINHA


COMO EU QUERIA QUE FOSSE


SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA-RJ


MEUS CMINHOS


VIVA A NATUREZA


NOITE DE TERNURA EXTREMA


QUEM GUARDA BONS CONSELHOS ...


ATÉ OS PÁSSAROS SÃO MAIS FELIZES QUANDO ESTÃO EM NOSSOS BOSQUES


LEMBRANÇAS




                                             LEMBRANÇAS

                                                              Roberto Pinheiro Acruche  

Ainda recordo seu sorriso,
a sua imagem continua viva em minha lembrança;
e não é somente aquela dos últimos momentos,
mas a dos primórdios,
dos meus tempos de criança.

Incrível!
Entre tantas,
recordo de uma na praia de Guaxindiba,
quando me levava em seu colo para um banho de mar.

Eu não tinha mais de quatro anos,
e mais de sessenta já se passaram.
Vejo claramente essa imagem
como tivesse diante dos meus olhos
a fotografia daquele dia.

Recordo de sua voz
cantando no seu idioma natal,
que eu não entendia,
mas soava, como  entendendo estivesse
pela a alegria que transmitia.

Recordo de cada conselho e sermão,
da disciplina aplicada,
do peso da sua mão,
da sua postura
quando sentado à mesa
na hora da refeição.

São muitas lembranças sentidas,
saudosas e queridas.
uma história de vida,
agora, mais ainda refletida,
saudosa, que jamais será esquecida.
Exemplo, lição, espelho,
responsabilidade, trabalho, amor...
 Meu PAI!



PENSANDO EM TROVAS

SOBRE O USO DO PALAVRÃO

 

Vejo muito comentário
enchido de palavrão.
Será nosso vocabulário,
que ficou tão “pobretão”?


Vejo pessoas curtindo
esta forma de expressão;
e até achando lindo...
Será isso inovação?

 
Isso é moda, o que será?
E  se em moda tornar?
Imagine meu xará,
como vamos expressar:


-Em difícil condição;
Numa perda de repente;
Por uma dor de paixão;
ou por suar no batente...

 
Para não ficar de fora,
o palavrão sendo moda,
falaremos nessa hora:
Imagine... Isso é     _ o _ a!

 
         Roberto Pinheiro Acruche

O FILME REPETE


A VOLTA DO BARBOSA

 

Estamos nesse momento, vendo e ouvindo o anuncio do mesmo filme, que nos derradeiros meses do ano 2000, foi insistentemente apresentado a população sanfranciscana.

A prefeitura atrasando pagamento dos funcionários, a frota municipal de ambulâncias, caminhões e máquinas completamente sucateada, o prefeito (Barbosa Lemos) jogando a responsabilidade na Câmara Municipal, como se fosse Ela a gestora do orçamento e tivesse gastado indevidamente os recursos da municipalidade; e ameaçando parar todos os serviços, fechar o hospital e os postos de saúde.

A incompetência na definição das prioridades, do que é essencial; a gastança sem o devido e indispensável planejamento; e a inobservância do orçamento, são, sem dúvida alguma, as razões de praticamente zerar em seis a sete meses, todo um orçamento previsto para um ano inteiro.

Ora, a matemática é uma ciência exata; se foram gastos,  (calculando em números redondos e desprezando as suplementações realizadas) oitenta milhões de reais em dois quadrimestres,  para o terceiro quadrimestre, supõe-se, que seriam necessários mais quarenta milhões. De onde tirá-lo, como arrecadá-lo?

Nos cálculos apresentados pela Prefeitura, há uma “expectativa” de arrecadar até dezembro, quatorze milhões de reais de superávit; e cobra insistentemente e quase que impondo a Câmara a aprovar novas suplementações ao orçamento, o que ainda seria insuficiente para fechar com equilíbrio as contas; o déficit está previsto! Supõe-se que seria necessário, além da previsão, de quatorze milhões a serem arrecadados, no mínimo mais vinte milhões de reais.

Acho que faltou, e continua faltando competência, bom censo, responsabilidade, e mais, ética e moralidade no trato da coisa pública.

Busca-se agora, a qualquer preço, transferir a culpa de todas as mazelas administrativas.

Foi cassado o mandato do Prefeito em razão dos desmandos e principalmente pela calamitosa gestão na saúde pública do Município; praticamente seis meses depois a situação se tornou ainda pior. Sem falar nos demais setores, onde o caos se generalizou.

Não adianta agora, o Poder Executivo anunciar que o município vai parar; já devia ter visto isso; e se não viu, é duplamente responsável; pois ao invés de administrar o Município, optou pela aventura de disputar uma eleição, deixando que tudo se agravasse cada vez mais. Tendo ainda provocado o aceleramento da gravidade com gastos dispensáveis, desnecessários e irresponsáveis. Cito como exemplo, seus primeiros atos: Mandou que pintasse de vermelho e azul, vários próprios municipais (cores do seu partido político PR); quando foi alertado que poderia ser responsabilizado, uma lei municipal define claramente as cores oficiais, mandou que tudo fosse repintado; da mesma forma com inúmeras placas que também foram substituídas; gastou indevidamente, brincou com o dinheiro do povo, causando prejuízo ao erário público. Mandou que fosse feito um recadastramento do funcionalismo, pois se dizia suspeitar de excesso de gasto com pessoal; qual foi o resultado? (Pelo o que dizem e por denúncias, dispensou por questões políticas, bons e dedicados servidores, tornando os serviços pior e “inchou” ainda mais a folha de pagamento em torno de um milhão e quinhentos mil reais). Alegando (absurdo) que este aumento na folha de pagamento foi em razão da convocação dos concursados, que conforme anunciado pelo próprio governo, só serão empossados no dia 23 de dezembro. Absurdo, falta de verdade!  Continuando, essa elevação na folha de pagamento, entre agosto e dezembro estará custando “sete milhões e quinhentos mil reais” a mais aos cofres da prefeitura. E para não ser mais extenso, e terminar, continua gastando irresponsavelmente, indevidamente, brincando com o dinheiro do povo, em setores que não são essenciais e prioritários, quem sabe: por vaidade, pirraça, ou para ver o “circo pegar fogo”.

É lamentável que um jovem, com a oportunidade que lhe caiu de graça, de se aprimorar e preparar-se, que poderia se tornar, quem sabe, uma excelente opção, tenha se deixado levar, o que poderá custar-lhe o fim de uma carreira política que em princípio parecia promissora.


TEMOR OU FÉ


 

TEMOR OU FÉ

Pela vontade de Deus, estou vivendo,
desempenhando essa minha missão.
Ora cheio de esperança, querendo
viver mais, ora sem inspiração...

Esses momentos dúbios; condescendo!
Possivelmente não sejam em vão.
Ciência divina, que não compreendo.
Provavelmente existe uma razão.

Temor, fé, será? O que estou professando?
A vida ensina, sigo suplicando...
Pela paz, alegria e salvação.

Sigo enfrentando as minhas relutâncias,
absorvendo as minhas inconstâncias...
Pelos pecados pedindo perdão.

Roberto Pinheiro Acruche

MISTÉRIO

MISTÉRIO

Estava em sono profundo,
intensamente adormecido!
Teria sido uma noite densa, longa
se um sonho não tivesse me despertado,
deixando-me impressionado, surpreso,
maravilhado.

Não foi um pesadelo!
Também não era um mundo diferente,
distante, desconhecido.

Estava no meu aposento
Inteiramente lúcido;
apenas deslumbrado
com a imagem que surpreendentemente
surgiu.

Em princípio era um anjo,
todo prateado, com aparência rígida,
zangado; em seguida ia se transformando.
na medida que se aproximava,
até, ficar inteiramente dourado,
reluzindo como ouro,
abrindo um sorriso infantil, gracioso
e desaparecendo silenciosamente,
evaporando-se, deixando uma
ansiedade interminável;
um mistério! ...

Roberto Pinheiro Acruche

DICIONÁRIO D RIMAS


Roberto Pinheiro Acruche

 

DICIONÁRIO De rimas - LINGUA PORTUGUESA - BRASIL -

A trova tomou-me inteiro,

tão amada e repetida,

que agora traça o roteiro

das horas da minha vida!

Luiz Otávio

Terminação: á

Ababá¹ – S. m. 1. Bras. Gíria. Alguidar. - Ababá² - 1. Bras. S. Indivíduo dos ababás, tribo indígena tupi-guarani que habitava as cabeceiras do rio Corumbiara (MT)

AbacáS. m. 1. Botânica. V. Cânhamo-de-manilha; planta do mesmo grupo da bananeira, da família das musáceas. [SINÔNIMOS] Bananeira-de-corda.

AbadáS. m. 1. Bras. BA Popular. Camisolão comprido e folgado de mangas curtas, usado pelos negros malês, nagôs, parecido com o traje nacional da Nigéria. 2. Por extensão. BA.  Espécie de blusa ou bata larga e solta, usada pelos foliões de blocos carnavalescos

AbatiráS. m. 1. Bras. Indivíduo dos abatirás, tribo indígena que habitava a antiga capitania de Porto Seguro.

AcáS. m. 1. Bras. Árvore da família das sapotáceas; dotada de frutos, abiu-do-mato. Advérbio. 2.  Antigo. Cá.

Acaiá S. m. 1. Cajazeira.

Acaná S. f. 1.  Bras. Frango-d’água.

Açaná S. f. 1. Bras.  Frango-d’água.

Acará¹ – [Do tupi aka’ra] S. m. 1. Bras. Peixe da família dos ciclídeos, pertencente a diversos gêneros e espécies, que corre da BA ao RS, o mais comum do Brasil. Os acarás caracterizam-se por cuidarem da prole, chegando mesmo a esconder os alevinos na boca quando ameaçados. [SINÔNIMOS] Acarajé. Cará. Acaratinga, papa-terra. Buvuari. (A)carapeba. - Acará² - S. m. 1.  Bras. Folclórico. Pedaço de algodão embebido em azeite-de-dendê e em chamas, que, nos candomblés se põe na palma das mãos ou se faz que o ingiram as pessoas de quem se suspeita estejam simulando possessão; prova; confirmação de possessão.

LUGAR


LUGAR


 

Ainda que seja pequeno,

            pobre, atrasado,
            esquecido, abandonado...
            Esse é o meu lugar.

Deixa quem quiser falar!
                     As línguas estão aí...
                     Malvadas, soltas, loucas...
                     Contudo, dispostas a criticar.

Deixe que critiquem!
                     Esse é o meu lugar.

Aqui a chuva cai, o vento sopra,
            o sol aquece, a lua aparece,
                      a estrela brilha
            como em qualquer lugar!

Esse é o meu lugar.

Aqui a natureza cria,
                     a coruja pia,
                     o sabiá canta,
                     tudo me encanta...
                     Por que vou mudar?

Ah!... Esse é o meu lugar.

Aqui tenho paz,
            amo e sou amado,
            bem-aventurado e aclamado;
            que importa... pobre, esquecido,       
            atrasado, sou feliz e está acabado!

Esse é o meu lugar.

                                        Roberto P. Acruche

CASA DE CULTURA JOÃO OSCAR AMARAL PINTO


ESPELHO MEU


ESPELHO MEU

Olho o meu rosto refletido no espelho
e pergunto: Quem é você?
-Já vi você antes!...
No entanto esqueci-me de perguntar quem é você!
Mas agora, vejo-lhe aparentemente diferente;
o que lhe fez mudar?
O tempo, o vento, os dias, as noites, os sonhos,
as fantasias, os amores, as paixões, as desilusões?
Quem fez estas rugas em seu rosto,
este semblante cansado?
Onde estão o sorriso e o brilho dos seus olhos?
Diga-me, quem é você?
Abra a sua alma, exponha, escancara,
mostra o que tem por dentro.
Diga-me, o que fazes aqui?
Por que vieste?
Pra onde irás?
Sem respostas, afastei-me do espelho!

                               Roberto Pinheiro Acruche

EM VOCÊ


EM VOCÊ




Em seu olhar encontrei a luz

que clareia os meus passos e meus caminhos.

Em seus braços encontrei o calor


que me aquece e me conforta.


...Em seus lábios encontrei o doce

encanto do amor.


Em sua voz o prazer de ouvir.


Em seu perfume o cheiro das flores

que me embriagam.


Em suas mãos a suavidade dos seus carinhos

e o apoio.


Em seus ombros o amparo e o consolo.


Em você, encontrei a vida.




                Roberto Pinheiro Acruche

O AMOR

O AMOR


O amor é divino!
É a sinfonia de um hino
sonorizada no paraíso...
Onde as flores mais belas
compõe a aquarela.

São como os rios e cascatas,
de águas cristalinas,
nas noites mais sublimes
entoando serenatas
ao luar enamorado,
que corresponde,
arremessando seu prateado
sobre as matas.

O amor!
São canções;
são os mais lindos madrigais;
são sonetos nos jornais
sensações sentimentais.
É o céu mais estrelado,
são seres apaixonados
em primores rituais.

O amor!
É a poesia infinda,
o sorriso da criança... Mais linda!
É a beleza do verso...

O Amor!
É a conversão do pecado...
É a luz que brilha mais ainda
Em todo universo.

                                                     Roberto P. Acruche

A Cultura sanfranciscana, torna-se cada vez mais conhecida através da inspiração poética de Roberto Acruche.

Roberto Acruche foi alvo de mais uma homenagem pelo seu trabalho literário; inclusive em recente apresentação no Trianon, em Campos dos Goytacazes, foi muito aplaudido quando declamou alguns dos seus poemas

PASSARADA


    PASSARADA


 


Gorjeia Passarada,


acorda a minh’alma

com o seu cantar.

Faça vibrar o meu coração

com a sonoridade do seu canto;

traduza a letra dessa melodia

de beleza incomparável;

quero entender a sua canção

e também poder cantar.

Gorjeia Passarada,

deixa a minh’alma encantada

com essa alvorada sonora

que traduz nessa hora

a melodia inigualável

que surge do seu cântico.

Gorjeia passarada...

                   Roberto P. Acruche

SONHOS NAUFRAGADOS




SONHOS NAUFRAGADOS

Um peixinho prisioneiro
fora do seu hábitat
sofre no cativeiro
olhando as águas do mar.

Vendo a sua sombra
em outro plano a nadar
imagina não estar só
preso naquele lugar.

Ao vê-lo assim, imagino,
para onde irão levá-lo
e quantos sonhos ficaram
lá no fundo do mar.

Assim vive tanta gente
pelo mundo a lamentar
em aparente liberdade,
prisioneira... e na verdade,
sem o direito  de sonhar!

                             Roberto Pinheiro Acruche

ELA E O VIOLONCELO

Poema de Roberto Pinheiro Acruche que recebeu inúmeras manifestações de aplausos.

 
 Roberto Acruche presidiu sessão da Academia Pedralva Letras e Artes em sua sede no Palácio da Cultura em Campos dos Goytacazes-RJ, nesta tarde de 09 de junho de 2012. Na Secretria atuou o Dr. Thelmo Albernaz. A reunião foi marcada pela solidariedade entre os partcipantes e pela beleza das poesias declamadas pelos Acadêmicos e Acadêmicas.

Quem Sou eu

Eu sou um caso,
um ocaso!
Eu sou um ser,
sem saber quem ser!
Eu sou uma esperança,
sem forças!
Eu sou energia,
ora cansada!
Eu sou um velho,
ora criança!
Eu sou um moço,
ora velho!
Eu sou uma luz,
ora apagada!
Eu sou tudo,
não sou nada!
Roberto P. Acruche

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